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Evangelização no Mercado Pós-Moderno

É muito bom encontrar pessoas que registram pensamentos e idéias semelhantes as suas, e o melhor, de uma forma que eu não creio que eu conseguiria.

Do que eu estou falando? Dê uma lida na frase a seguir e descubra um breve resumo do que tem se passado em minha cabeça nos últimos anos.

Se não fizermos o download da proposta de Paulo registrada em Atos 17, estaremos reproduzindo um cristianismo acrítico, desengajado, norteado por superstições e preconceitos, sem nenhuma relevância no debate das idéias, sem propostas à altura das necessidades do nosso tempo. Desse modo, nosso senso de autêntica vida comunitária é substituído por um imenso e lucrativo “público-alvo”, e nossas mais caras convicções são privatizadas e transformadas em mercadorias. À medida que brincamos de reproduzir trejeitos e consumir modismos criados pela mídia gospel, estamos apenas simulando a religião bíblica, num trágico arremedo.

O texto é de Robson Ramos, e está no seu sitio pessoal sendo utilizado na divulgação do livro Evangelização no Mercado Pós-Moderno.

E tem mais! Navegando pelo sitio encontrei o seguinte texto extraído de seu livro.

Diálogo e reflexão devem ser estimulados no contato com esta geração. Estimular a descoberta por si mesmo, com a ajuda de outros na comunidade. No estilo “socrático” de Evangelismo, o facilitador da discussão apresenta perguntas e chama os participantes para explicar o que pensam sobre o assunto. O líder ou facilitador continua fazendo perguntas para que o grupo se aprofunde ainda mais no texto bíblico sendo discutido. Ao facilitador cabe fazer as perguntas certas no sentido de levar o grupo a ir descobrindo o significado das Escrituras.

Incrível! Fico maravilhado em saber que Deus não desistiu de sua Igreja (ainda que muitos líderes eclesiásticos estejam se afastando dela), e este livro me parece ser um exemplo disso. Pretendo adquirir e ler este livro o mais breve possível.

Na contramão da contramão

Folheando o livro Igreja S/A de Glenn Wagner, mais precisamente o capítulo 7, que trata a respeito da liderança da igreja nos dias de hoje, o autor questiona se a mesma precisa de líderes ou de pastores. Em seguida, Glenn Wagner disserta a respeito do tema abordando a diferença entre um pastor e um líder.

Porém o que mais me chamou a atenção foram duas citações retiradas do livro The second coming of the church [A segunda vinda da igreja] de George Barna. A primeira é seguinte afirmação (grifo meu).

“Por várias décadas, a igreja tem dependido de grandes somas de dinheiro, melhores técnicas, maiores números e instalações, e credenciais comoventes como meio para influenciar a sociedade como um todo. Esses elementos falharam; em nossos esforços para de servir a Deus, acabamos excluindo o próprio Deus.”

E encerrando o mesmo livro, Barna escreve (grifo meu):

Não é responsabilidade de outra pessoa melhorar as coisas. Um dia Deus vai pedir a você para prestar contas de seu tempo na terra. Que tipo de relatório a respeito de seu compromisso para um serviço prático, santo e transformador de vida você será capaz de lhe apresentar?”

Enquanto o mundo grita de sede por algo que seja “real”, haja vista a febre de reality shows que tem se espalhado mundo afora, maquiamos nossa autenticidade, nossos erros e nossa fragilidade escondendo-os com técnicas de liderança extraídas do mundo corporativo menosprezando a percepção das pessoas que queremos influenciar.

Alguma coisa me diz que este não é o caminho.

Inspiração

Nós deveríamos ser ensinados a não esperar pela inspiração para começar alguma coisa. A ação sempre gera a inspiração. A inspiração raramente gera a ação. – Frank Tibolt

Deus, obrigado por me fazer sentir criativo e inspirado de novo…

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