Archive for June, 2008

A Herança

// June 6th, 2008 // No Comments » // Uncategorized


“Já transferi todos os meus bens para minha família. Existe, porém, uma coisa mais que eu gostaria de oferecer a meus filhos: a fé cristã. Com ela, poderiam ser ricos, mesmo que eu não lhes tivesse dado nenhum centavo. Sem essa fé cristã, eles seriam pobres, mesmo que eu lhes tivesse dado o mundo inteiro.” – Patrick Henry, político norte-americano do século XVIII

Retirado do blog Missão Virtual.

O Presidente Improvável

// June 6th, 2008 // No Comments » // Uncategorized

W

Já foi divulgado o primeiro teaser poster de “W.”, a cinebiografia sobre o presidente estadunidense George W. Bush dirigida pelo três vezes ganhador do Oscar Oliver Stone, que também dirigiu outros belos filmes como Platoon e JFK, e foi o roteirista de Scarface. O poster reúne frases absurdas ditas pelo presidente dos Estados Unidos. Algumas delas (traduzidas livremente por mim) são:

“Eu sei que a espécie humana e os peixes podem coexistir pacificamente.”

“Nosso inimigos são inovadores e bem equipados, e nós também. Eles não param de pensar em novas formas de prejudicar nosso país e nossas pessoas, e nós também não.”

“Eu estou honrado em apertar a mão de um bravo cidadão iraquiano que teve sua mão cortada por Saddam Hussein.”

Não sou profundo conhecedor da cultura americana, tampouco de sua política, mas me intriga o fato de seus líderes republicanos levantarem bandeiras de valores cristãos para justificar seus atos presidenciais nada cristãos.

O filme tem estréia prevista nos EUA para o fim do ano, logo após as eleições presidenciais dos gringos.

Para Enxergar Apague a Luz

// June 5th, 2008 // 1 Comment » // Uncategorized

Chama a atenção a forma criativa e interessante com que as agências de publicidade atendem seus clientes do terceiro setor. A interatividade que algumas dessas peças publicitárias geram, trazem reflexão e relevância à idéia na qual a ONG está engajada.

O Brainstorm #9 trouxe recentemente uma campanha criada pela EuroRSCG para a CERCA (Centro de Referência Contra o Abuso Infantil). A criatividade no formato dos anúncios apenas aumenta o impacto das imagens. Para entendê-los, é preciso apagar a luz. Os anúncios foram impressos com tinta fluorescente, e apenas no escuro toda a imagem é revelada.

No escuro, os anúncios trazem a assinatura: “Pedofilia. Você pode não ver, mas pode estar acontecendo”.

Veja abaixo as peças.

CERCA
CERCA
CERCA

Versão Mística de Umbrella

// June 3rd, 2008 // No Comments » // Uncategorized

Não pude deixar de compartilhar com vocês esse “oceano mui profundo” de vídeo que nos presenteia com a versão “mística” da música Umbrella da cantora Rihanna.

Fico sem palavras diante dele (o vídeo, claro). Será isso graças ao misticismo contido nele? Assistam! É muito bom. Traz “sentido à nossa vida”.

Levitas na Forca

// June 3rd, 2008 // No Comments » // Espiritualidade

– Agora só falta escolher o nome para a banda.
– Isso é fácil. Meu irmão tem o dom de achar nomes legais na Bíblia.

Para muita gente do rebanho, a Palavra de Deus funciona como uma espécie de coleção de livros com múltiplas utilidades. O pastor vê o povo abatido e decide pregar sobre o valor da fé. Basta uma Chave Bíblica em mãos para literalmente abrir os textos que serão “encaixados” em sua mensagem dominical.

No ministério de música, o expediente é usada com pobreza similar. A escassez de referências neotestamentárias sobre música praticamente empurrou alguns para o Antigo Testamento. Com o mesmo tipo de método preguiçoso que caracteriza a preparação de mensagens de alguns pregadores, bastou pinçar um versículo ali e outros acolá para “restaurar” o ministério levítico.

A estratégia tem-se revelado bem-sucedida, afinal boa parte dos músicos não conhece o que toca, não analisa o que canta e não reflete sobre o que diz crer. A categoria tem uma garganta hipertrofiada que lhes permite deglutir heresias de calibre variados. Brigam com a liderança por causa de sapos minúsculos, mas abrem a boca (e a guarda) para engolir teorias pra lá de questionáveis.

A maioria dos pretensos levitas desconhece princípios elementares das Escrituras. Afinal, é bem mais fácil usar expedientes cômodos como empunhar um shofar ou batizar a banda com a palavra “arca”. Da aliança, não a de Noé, ressalte-se. Desconheço levitas que em suas igrejas exerçam função de juízes (Dt 17.8,9) ou sejam responsáveis por zelar pela saúde dos quem têm lepra (Dt 24.8), por exemplo.

Com uma espécie de toque de Midas ao contrário, para a tribo de incautos a Bíblia deixou de ser fonte de inspiração ilimitada para tornar-se mera camisa-de-força. Em “ministrações” lamurientas, há quem confesse querer “ir além do véu”. Na verdade, o tecido que lhes venda os olhos parece ser ainda mais espesso que aquele rasgado de cima a baixo no momento da morte do Senhor. O triste é que não temos Saramagos ou Meirelles para transformar esse tipo de cegueira em arte…

Ululante lembrar que o arcabouço frágil reflete-se na produção musical fugaz e medíocre. Em certas plagas, começam a aparecer soluções um tanto inusitadas para contornar o problema da falta de inspiração (e transpiração). No ano passado, uma Igreja Metodista de Chicago usou U2 durante a celebração da Ceia, repetindo o que havia acontecido em várias igrejas, incluindo a emblemática Hillsong Church, na Austrália.

No início de maio, o set list na igreja NewSpring Church incluía I surrender all (Tudo entregarei) e The best of you, do Foo Fighters. Aqui no Brasil, na semana seguinte as crianças da Ibab se prepararam para homenagear as mamães ao som de uma curta e elegante versão instrumental de Eu sei que vou te amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes).

Oro com fervor para que os levitas brasileiros jamais abracem esse tipo de estratégia. A julgar pelo mau gosto recorrente, certamente introduziriam nos cultos as obras poéticas de Sandy & Júnior e Amado Batista. Tarimbados em criar extravagâncias supostamente bíblicas, certamente evocariam o nome um tanto “eclesial” do cantor brega goiano. Gol contra para os presbiterianos que não têm seu “amado”. =]

Na década de 80, Steven Patrick Morrissey cantava sobre o pânico instalado nas ruas de Londres e de Birminghan. No final de Panic, canção do álbum Rank, a sentença contra os DJs era explicitada:

Because the music that they constantly play
It says nothing to me about my life
Hang the blessed D.J.

Porque as músicas que eles sempre tocam
Não me dizem nada sobre a minha vida
Enforquem o abençoado DJ

Tomo emprestado os versos dos Smiths para inspirar minha oração pelos levitas, rogando que Deus lhes abra os olhos do coração e as janelas da alma. No patíbulo, uma união simples já resolve tudo. Basta trocar “a corda” por “acorda”. Acooordem, levitas! Nossos ouvidos lhes serão eterna e ternamente gratos.

Texto de Sérgio Pavarini via Cristianismo Criativo.