Fotógrafos podem mudar o mundo?

A pergunta foi feita pelo Leo Rapini em seu blog. Tentei pensar em uma pergunta melhor, sem sucesso. Pra quem está envolvido com fotografia e é apaixonado por justiça social, esta é a pergunta.

Estréia em junho de 2011, por enquanto apenas na Alemanha e sem previsão para lançamento no Brasil, o filme The Big Bang Club, que conta a história real de quatro fotógrafos que registraram os últimos dias do Apartheid na África do Sul.

O grupo de fotógrafos era formado por Kevin CarterGreg MarinovichKen OosterbroekJoão Silva. Dos quatro, Kevin Carter, que ficou famoso e chegou a ganhar um Pulitzer em 1994 com a foto que mostra um abutre observando uma menina com fome, cometeu suicídio em 1994. Ken Oosterbroek foi morto no mesmo ano em um fogo-cruzado que também feriu Marinovich. Mais tarde, levantou-se a suspeita de que o tiro que atingiu Oosterbroek tenha sido disparado por forças de paz. João Silva, foi atingido por uma mina terrestre no Afeganistão em 2010 e teve parte de suas duas pernas amputadas. No ano 2000, João Silva e Greg Marinovich, publicaram o livro O CLUBE DO BANGUE-BANGUE - Instantâneos de uma guerra oculta, lançado no Brasil em 2003.

Além do livro e do filme, há também um documentário de 2003 com entrevistas dos fotógrafos que conta um pouco da história do ponto de vista deles. O documentário pode ser encontrado aqui.

Os quatro fotógrafos mudaram a forma como a Europa e a América enxergava a África. Existe hoje um site na Internet para pessoas que estão dipostar a ajudar financeiramente o fotógrafo João Silva adquirindo alguma de suas fotos.

Veja também:

  1. Fotógrafos baratos não destroem o mercado, apenas suas carreiras.
  2. João Alexandre
  3. Kuroshio Sea
  4. Todos nascemos criativos
  5. Guia de Poses

1 Comment

  • Respondendo a pergunta do blog, sim. Fotógrafos podem mudar o mundo.
    Não digo que possam mudar o mundo diretamente, mas através de seus belíssimos trabalhos conseguem mudar a visão de muitas pessoas, tirando a venda dos olhos daqueles que pensam que não existe dificuldade do outro lado do mundo.
    Não sou fotógrafa, mas admiro o trabalho dessas pessoas que andam pelas nações fotografando situações diversas que ficam na história.

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