Quando termina o Globo Rural, os créditos exibem uma lista de consultores, especialistas em agricultura e pecuária, que ajudam os jornalistas a avaliaros fatos e a produzir o noticiário rural. Os outros telejornais também deveriam contratar especialistas. Sugiro um grupo formado por um filósofo, um sociólogo, um urbanista e um psiquiatra.
No caso Isabelle, por exemplo, o grupo de especialistas se ocuparia em demonstrar aos jornalistas que nao se trata de um caso policial, mas sim de um caso de saúde pública, ou melhor, de doença social. Nao é um ladrao que rouba por ganância ou um traficante que busca lucro. Trata-se de um pai, suspeito de defenestrar a própria filha do 6o andar.
Sao Paulo, com seus 10 milhoes de habitantes, produz de tempos em tempos algumas aberraçoes sociais que sao, antes de mais nada, casos de patologia. O esquartejador, o médico que dopava adolescentes para praticar abusos sexuais, o estudante que abriu fogo contra a platéia no cinema, vários chacineiros e seriais killers. Estas pessoas necessitam, antes de tudo, dos rigores da lei, sem duvida, mas, logo em seguida, de tratamento médico.
Na 6a feira a TV Globo passou toda a manha fazendo entradas ao vivo da frente da delegacia. Nao havia novidades e a repórter repetiu as informaçoes 3, 4 vezes apenas para marcar presença e chamar os telejornais do meio dia. A TV Record usou o caso Isabelle para promover a estréia do jornalista Roberto Cabrini no Domingo Espetacular. Sem contar o velho destempero do Datena.
Nao se trata de nao noticiar. Notícia é notícia e tem que ser dada, mas é necessário conceituar os fatos como eles sao. Nao se pode tratar um problema social desta ordem apenas com sensacionalismo.
Não tenho nada a dizer a respeito do caso Isabelle. Nada posso fazer além de lamentar a morte da criança e orar a Deus que conforte as pessoas que a amavam. Mas resolví postar a respeito da violência com que a mídia brasileira lida com o caso. "Violentando" nossas mentes com informações não solicitadas e que, literalmente, não interessam a ninguém mais que as pessoas envolvidas no caso. Porém, a forma como nossa mídia impõe esse assunto, faz com que a grande maioria da população, submissa aos noticiários sensacionalistas, enxerguem a menina como se fosse a própria filha, irmã ou coleguinha, e pior, sofram e chorem por alguém que nunca sequer amaram. Até preletores e ministros, atingidos ou não pelo sensacionalismo gratuito, têm usado a história para amolecer corações de suas platéias.
Pra terminar, queria chamar a atenção para uma palavrinha: temperança (ou domínio próprio). Nem frieza, nem indiferença, mas temperança.
Nos shows em sua mais recente turnê, a banda fala para todo o público um pouco sobre o projeto e como ele funciona.
A primeira casa para ajudar pessoas sem moradia, prostituas e todo o tipo de necessitado, foi criada nas Filipinas e já tem pessoas sendo atendidas pelo projeto.
Para saber mais sobre o projeto Love146 e o Edison Glass, acesse o
MySpace da banda.
Louvável a forma como o pessoal do Edisson Glass (ótimo som por sinal) lida com a abrangência e a influência que alcançam como artistas.
Apenas três homens andaram sobre a água em toda a história:
O primeiro foi Cristo
O segundo foi Pedro
E o terceiro foi o Cleidson

“Se você tem um dom de frustração e um senso profundo de que o mundo está um caos, agradeça a Deus por isso; não é todo mundo que tem o dom de visão. Isso significa também que você tem a responsabilidade de nos liderar a novos caminhos. Reconhecer que algo está errado é o primeiro passo em direção a mudar o mundo. Então para aqueles dentre nós que quase desistiram da igreja, que possamos ser confortados com as palavras de Santo Agostinho: A igreja é uma meretriz, mas ela também é minha mãe. Ela é uma confusão e tem muitos filhos ilegítimos. Mas ela é também nossa mãe, dela nascemos e ela nos deu o suficiente da verdade para que possam fazer perguntas…” – Shane Claiborne em The Irresistible Revolution
Retirei a citação acima do excelente
Blog do revBaggio e, como já mencionei em comentário no post
'igreja meretriz?', não sei se concordo com 100% do que Shane Claiborne quer dizer com este texto, principalmente no que diz respeito a manter pontes com a igreja estabelecida. E quando digo que "não sei se concordo", é porque também não discordo. Na verdade, ainda estou mastigando o texto, e confesso ter dificuldades (medo) de engolí-lo. Talvez Claiborne não tenha compartilhe das mesmas experiências eclesíásticas que eu, ou talvez eu precise reagir de forma diferente às minhas experiências eclesiásticas.
Mas meu destaque vai pra primeira parte do parágrafo de Claiborne. Me sinto desafiado a assumir o facão e abrir novamente a trilha que já foi aberta um dia. Porém, pela falta de uso, o mato cresceu e aranhas formaram suas teias entre as plantas. Apesar de acreditar que um primeiro passo já quebra a maior das barreiras, a minha própria, eu ainda não me sinto à vontade para tal passo.
Me sinto sozinho, e quando me sinto assim, me lembro das palavras de Jesus:
"Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto". – João 12:24
O
Renovatio Café está organizando um encontro no dia 29 de março, às 15hs, no
Projeto242, para bater um papo a respeito do tema "Reconhecendo a Matriz Emergente".
Dá uma olhada no convite, e aparece por lá que eu tenho certeza que vai ser interessante..