Dessa vez os envolvidos são Cassiane e MK Publicitá, dois "gigantes" da indústria fonográfica gospel no Brasil. Veja nota publicada no
site da Cassiane que é mantido pela
MK Publicitá.
A cantora CASSIANE surpreendeu a Gravadora MK e o mercado fonográfico procurando a justiça para rescindir o contrato de cessão remunerada sobre interpretações artísticas que mantém com a mesma.
Antes da decisão oficial da justiça, CASSIANE lançou o CD “FAÇA DIFERENÇA” em dezembro de 2007, em desrespeito ao contrato legal e vigente com sua gravadora.
Valendo-se de seu direito, a MK procurou a justiça para ressalvar seus direitos, o que conseguiu através de liminar exarada pelo Sr. Dr. Juiz de Direito da 1ª Vara Cível da Ilha do Governador, que ordenou a imediata retirada do mercado do CD “FAÇA DIFERENÇA”, sob pena de multa diária de R$ 5,00 (cinco reais) por CD encontrado no mercado.
A MK lamenta o ocorrido, mas fez-se necessário defender os seus legítimos direitos e de seu elenco de cantores, grupos musicais e compositores.
Só espero que um dia fique bem claro o objetivo central desse ramo da indústria fonográfica, e que isso não seja visto de forma ruim, afinal, digno é o trabalhador de seu salário, mas que enxerguemos da forma correta. Trata-se de
profissionais da música, e não de "servos do Senhor ungidos para
ganhar almas através da música", que muitas das vezes não chegam nem a agir profissionalmente e cumprir seus acordos.
Que acham acerca disto? Um homem que tinha dois filhos disse ao mais velho: 'Filho, vai trabalhar hoje na herdade . 'Não vou , respondeu. Mas, pensando melhor, sempre acabou por ir. Depois, disse ao mais novo, 'Vai tu também! , e ele respondeu, 'Sim senhor, vou já , acabando por não ir. Qual dos dois obedeceu ao pai? Responderam: O primeiro, sem dúvida. Depois explicou o que queria dizer com essa ilustração. Garanto-vos que os homens maus e as mulheres de má vida entrarão antes de vocês no reino de Deus. Porque João Baptista disse-vos para se arrependerem e se voltarem para Deus, e vocês não quiseram, ao contrário de muitos homens maus e mulheres dessas que se arrependeram. Apesar de terem visto isso, não quiseram arrepender-se, e assim nunca chegaram a crer. (O Livro)
Parei para pensar em quantas vezes minha boca se comprometeu com algo e que meu agir não foi na mesma direção. Sabe do que estou falando? Quantas vezes me rotulo um cristão apenas por ter a intenção de ser um, mas não ajo como um seguidor de Cristo? Afinal "quem é e quem não é", nunca dependeu do que sai de nossas bocas. Uma árvore é conhecida pela qualidade de fruto que dá. Todos podemos nos denominar macieiras, mas de qual árvore comemos a maçã? Da que dá bons frutos é claro!
E se não tivéssemos ouvidos para ouvir o que as pessoas dizem de si mesmas? Como um cristão comunicaria a alguém que crê em Cristo se não fazendo como ele?
As vezes tenho a impressão que nós cristãos nos apegamos muito a textos que reforçam a idéia de que a salvação não vem de nós, e que nada podemos fazer para obtê-la, até para que ninguém ache glória ou valor algum em si mesmo, mas deixamos de lado a idéia de que é preciso crer. É preciso ter fé. Porém a fé é morta quando não se manifesta através de atitudes.
Que eu seja autêntico o suficiente para que as palavras da minha boca não sejam mais importantes para mim que as atitudes que tomo, ou que o meu agir, porque é assim que as pessoas me vêem, através do meu agir. Palavras não se sustentam com intenções, mas sim com atitudes, e Deus enxerga minhas intenções sim, inclusive quando tento intencionalmente mostrar algo que não vivo.
Essa eu li na edição #40 do excelente
PavaZine, na seção Orkutosco.
“Essa comunidade é pra você que já foi vítima das fofocas que rolam nas igrejas evangélicas de todo o Brasil e pra você também que conhece muitos fofoqueiros na igreja como eu conheço e que esquecem que têm filho e metem a língua nos filhos dos outros.”
trecho da descrição da comunidade Vítimas de crentes fofoqueiros no Orkut O grupo tem 91 participantes.
Não que eu não tenha motivos, até porque particularmente não me sinto vítima desse tipo de problema mas, ouvindo a voz do 'bom senso', optei por não me inscrever na comunidade.
Você já tentou plantar uma igreja? Não penso que esta seja uma aventura muito comum no meio cristão, mas você já fez parte de um grupo que tentou se estabelecer como igreja?
Pois é, eu já. Alguns anos atrás (não muitos), fiz parte de uma pequena igreja que tentou se estabelecer no bairro da Saúde, em São Paulo. Estávamos ligados a uma denominação muito famosa no Brasil, e mesmo eu não sendo muito fã das doutrinas e do que acreditava esta denominação, me apaixonei pelo desafio de plantar uma igreja.
As reuniões aconteciam num pequeno salão no primeiro andar de uma casa de três andares onde moravam o pastor e sua família. Não demorou muito para que enfrentássemos problemas financeiros relacionados ao aluguel, ao salário do pastor devido aos gastos naturais de uma família que precisa de um sustento, às dívidas que ia se acumulando, e aos dízimos que praticamente não existiam, pois éramos jovens e, os que trabalhavam, ganhavam pouco. O final desta aventura foi um monte de pessoas magoadas umas com as outras e indo cada um para o seu canto.
Pouco tempo depois me envolvi novamente com a idéia de plantar uma igreja. Desta vez era diferente, não estávamos ligados a nenhuma denominação, e tínhamos mais claro a visão do que queríamos fazer. As reuniões começaram na casa do nosso pastor e em pouco tempo tínhamos cerca de 40 pessoas frequentando as reuniões dominicais. Era muito bom.
Começamos a sentir necessidade de uma estrutura melhor e maior, e em pouquíssimo tempo nós tínhamos aparelhagem de som de ponta, instrumentos musicais, cadeiras, e um salão de uns 100m². Não demorou também para que começássemos a entender que as pessoas precisavam contribuir para que aquilo tudo fosse mantido, e nosso coração, aos poucos, se voltou para essa realidade financeira.
Desta vez o final não foi tão trágico. Na verdade não terminamos o projeto definitivamente. Voltamos atrás e hoje nos reunimos em um grupo bem menor esporadicamente para comer, beber e conversar bastante. Gostei bem mais deste "final".
"O problema real da Igreja não está no fato dela ser rica demais, o problema real é que ela tornou-se institucionalizada demais. O investimento necessário à sua manutenção é gigantesco. Esta igreja tem as características de um dinossauro e de um navio de guerra. Está tão carregada por instalações e programações fora de seu alcance que foi absorvida por problemas de manutenção e de sobrevivência. A inércia da máquina é tal que as ilações financeiras, legalidades, canais de organização, predisposições, todas estas coisas se fixaram no sentido de continuar e realizar o status quo. Qualquer um que prosseguir nesta direção terá a maior parte de sua energia esgotada antes de chegar à linha de batalha do inimigo". - John A.T. Robinson
Não desiti do plano de plantar uma igreja, mas sinto que ainda preciso desaprender muita coisa para tornar isso uma realidade.