Emergência!
O Itau Cultural está promovendo um evento que tem muito a ver com o conceito de Igreja Emergente que tanto se fala por aí, e tão pouco se sabe a respeito.
Trata-se do emergência!, e a página do evento, por si só, já é uma bela referência com links para diversos assuntos relacionados ao tema emergência, mas ele traz também uma apresentação do tema que ajuda bastante a entender o conceito de Igreja Emergente.
No cotidiano, associamos a palavra emergência a hospitais e ambulâncias. Mas ela traz também outros significados menos óbvios, como realidades complexas surgindo da aplicação de regras simples. O cérebro, o formigueiro, as cidades e os softwares livres são exemplos de emergência sob este ponto de vista não convencional.
Até onde eu sei, esta é a verdadeira origem do termo Igreja Emergente. O “emergente” em questão não traz o sentido de uma igreja saindo de dentro da outra, mas traz o sentido de organismos complexos que nascem de conceitos simples, e de baixo para cima, e não o contrário, ou seja, sem que haja uma liderança estabelecida dizendo o que todos os outros devem fazer, mas todos já sabem os seus papéis no organismo. Como num formigueiro, por exemplo.
A idéia de misturar arte com tecnologia do evento parece ser bem interessante também. Altamente conectado com o pensamento emergente que tem atingido não apenas igrejas, mas também grandes empresas, metodologias de ensino nas escolas, a própria Internet e a sociedade como um todo.
O evento ocorrerá do dia 2 de julho até o dia 14 de setembro de 2008.
terça a sexta, das 10h às 21h
sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h
Levitas na Forca
– Agora só falta escolher o nome para a banda.
– Isso é fácil. Meu irmão tem o dom de achar nomes legais na Bíblia.
Para muita gente do rebanho, a Palavra de Deus funciona como uma espécie de coleção de livros com múltiplas utilidades. O pastor vê o povo abatido e decide pregar sobre o valor da fé. Basta uma Chave Bíblica em mãos para literalmente abrir os textos que serão “encaixados” em sua mensagem dominical.
No ministério de música, o expediente é usada com pobreza similar. A escassez de referências neotestamentárias sobre música praticamente empurrou alguns para o Antigo Testamento. Com o mesmo tipo de método preguiçoso que caracteriza a preparação de mensagens de alguns pregadores, bastou pinçar um versículo ali e outros acolá para “restaurar” o ministério levítico.
A estratégia tem-se revelado bem-sucedida, afinal boa parte dos músicos não conhece o que toca, não analisa o que canta e não reflete sobre o que diz crer. A categoria tem uma garganta hipertrofiada que lhes permite deglutir heresias de calibre variados. Brigam com a liderança por causa de sapos minúsculos, mas abrem a boca (e a guarda) para engolir teorias pra lá de questionáveis.
A maioria dos pretensos levitas desconhece princípios elementares das Escrituras. Afinal, é bem mais fácil usar expedientes cômodos como empunhar um shofar ou batizar a banda com a palavra “arca”. Da aliança, não a de Noé, ressalte-se. Desconheço levitas que em suas igrejas exerçam função de juízes (Dt 17.8,9) ou sejam responsáveis por zelar pela saúde dos quem têm lepra (Dt 24.8), por exemplo.
Com uma espécie de toque de Midas ao contrário, para a tribo de incautos a Bíblia deixou de ser fonte de inspiração ilimitada para tornar-se mera camisa-de-força. Em “ministrações” lamurientas, há quem confesse querer “ir além do véu”. Na verdade, o tecido que lhes venda os olhos parece ser ainda mais espesso que aquele rasgado de cima a baixo no momento da morte do Senhor. O triste é que não temos Saramagos ou Meirelles para transformar esse tipo de cegueira em arte…
Ululante lembrar que o arcabouço frágil reflete-se na produção musical fugaz e medíocre. Em certas plagas, começam a aparecer soluções um tanto inusitadas para contornar o problema da falta de inspiração (e transpiração). No ano passado, uma Igreja Metodista de Chicago usou U2 durante a celebração da Ceia, repetindo o que havia acontecido em várias igrejas, incluindo a emblemática Hillsong Church, na Austrália.
No início de maio, o set list na igreja NewSpring Church incluía I surrender all (Tudo entregarei) e The best of you, do Foo Fighters. Aqui no Brasil, na semana seguinte as crianças da Ibab se prepararam para homenagear as mamães ao som de uma curta e elegante versão instrumental de Eu sei que vou te amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes).
Oro com fervor para que os levitas brasileiros jamais abracem esse tipo de estratégia. A julgar pelo mau gosto recorrente, certamente introduziriam nos cultos as obras poéticas de Sandy & Júnior e Amado Batista. Tarimbados em criar extravagâncias supostamente bíblicas, certamente evocariam o nome um tanto “eclesial” do cantor brega goiano. Gol contra para os presbiterianos que não têm seu “amado”. =]
Na década de 80, Steven Patrick Morrissey cantava sobre o pânico instalado nas ruas de Londres e de Birminghan. No final de Panic, canção do álbum Rank, a sentença contra os DJs era explicitada:
Because the music that they constantly play
It says nothing to me about my life
Hang the blessed D.J.Porque as músicas que eles sempre tocam
Não me dizem nada sobre a minha vida
Enforquem o abençoado DJ
Tomo emprestado os versos dos Smiths para inspirar minha oração pelos levitas, rogando que Deus lhes abra os olhos do coração e as janelas da alma. No patíbulo, uma união simples já resolve tudo. Basta trocar “a corda” por “acorda”. Acooordem, levitas! Nossos ouvidos lhes serão eterna e ternamente gratos.
Texto de Sérgio Pavarini via Cristianismo Criativo.
Evangélicas na Playboy
Encontrei via Verticontes a gravação de um engraçado bate-papo com o pessoal do Zona da Reforma. O assunto em questão envolvia pornografia, mulheres evangélicas, sensualidade e arte. Vale a pena espiar.
Mister Distler #2
Recentemente recebi um material novo do Mister Distler. Estou disponibilizando para vocês a arte do cd e o link para download gratuito das músicas da banda.
Clique aqui para baixar o EP.
Rabiscando as portas do meu carro
Sim, é irônico, mas é real. Recentemente estive no Shopping Morumbi aqui em São Paulo, e pra quem não conhece, trata-se de um shopping localizado em uma região bastante nobre de São Paulo. Após as 3 horas em que estive dentro do shopping tive a agradável de encontrar meu carro no estacionamento, isso seria ótimo, não fossem os riscos que alguém (eu suponho) deixou no meu carro.
Precisamente, um no porta-malas, um na porta traseira esquerda, outro na direita, mais um logo acima do pára-lama dianteiro do lado direito e, pra finalizar, um em forma de espiral na porta dianteira do lado direito.
Tamanha foi a “maldade” que eu estou seriamente desconfiado que esta arte tenha sido feita por uma criança, sem muita noção do que estava fazendo, pois tenho minhas dúvidas se existe alguém capaz de fazer isso de forma consciente.
Como diz um apóstolo brasileiro famoso que vive em Miami, isso só pode ser coisa do “espírito do anticristo se levantando contra a igreja apostólica na Terra”.
Lifestream
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You have to devote yourself totally to be successful at it. [seloti]






