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Sem Tabaco

Toda a blogosfera tem destacado o fato de hoje ser o Dia Mundial Sem Tabaco.

Já postei anteriormente sobre isso, e retomo o assunto hoje e, pra começar, o art. 2º da lei federal 9.294 de 1996 traz algumas coisas interessantes para quem quer saber onde pode ou não pode fumar, ativa ou passivamente. Ela é bastante útil para quem não aguenta a fumaça em bares, restaurantes e ambientes fechados que costuma frequentar.

O blog Homens Modernos postou uma série de links úteis que eu vou tentar reproduzí=los neste post.

Nem preciso dizer que fumar faz mal para a saúde de quem fuma, de quem está perto de quem fuma e do planeta. Ou seja, fumar faz mal a todo mundo, fumante ou não.

Mas se você ainda nã está cpnvencido disso, o site da Fiocruz traz um pouco mais sobre as substâncias que um cigarro contém, seus efeitos e consequências e também alguns métodos para combater o vício. O Drauzio Varella também fala um pouco sobre o assunto. Na Veja você encontra imagens do estrago que o fumo faz e também confere relatos do antes e depois do cigarro na vida destas pessoas. O G1 traz também as novas imagens que irão estampar as embalagens de cigarro.

Pra quem esta na luta para se ver livre do cigarro, parar de fumar, e ver uma significativa melhora na qualidade de vida, o Terra dá algumas dicas. porém, vale embrar que, força de vontade, somada ao companheirismo de algum amigo são tão bem vindos quanto um pouco de fé em Deus nesse momento. Continue tentando.

E dizer que fumar já foi sinônimo de sucesso, hein?

Os mais novos podem estranhar e os mais velhos talvez nem lembrem mais. Porém, a verdade é que até bem pouco tempo atrás os avioes tinham seçoes distintas para fumantes e nao fumantes. A piada é que essa divisao era simplesmente virtual. Ou seja, depois de uma determinada fileira era permitido fumar, para desespero de gente como eu, que mesmo aboletado metros a frente acabava premiado, afinal, com a fumaça do cigarro alheio.
 
O fumo nos vôos foi proibido, depois o mesmo ocorreu nos shoppings e uma lei nacional agora pretende bani-lo de todo e qualquer lugar fechado, com o objetivo de proteger o chamado fumante passivo, ou seja, o sujeito que aspira a fumaça mesmo sem ter um cigarro na boca. O mais curioso, na minha opiniao, é que os fumantes brasileiros em peso (80%) sao contra o fumo em locais fechados. E a maioria da populaçao (68%) apóia a nova lei. Isso pelo menos é o que conta uma pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido da ACT – Aliança de Controle do Tabagismo, com quase 2 mil pessoas ouvidas em todo o país. Isso significa que as associaçoes negativas sobre o cigarro se consolidaram, mesmo entre os tabagistas.
 
Por que será que o cigarro perdeu parte considerável do poder que ostentou durante tanto tempo? Alguns dirao que foi culpa do movimento pela vida saudável, que atingiu em cheio a geraçao que hoje anda na casa dos 30 e poucos anos. Outros apontarao as campanhas educativas do Governo e de organizaçoes nao governamentais. Para mim, além desses 2 fatores, as duras restriçoes as campanhas publicitárias de cigarros em vários países, entre eles o Brasil, tem importantíssima responsabilidade na queda do status representado por um cigarro na boca e círculos de fumaça no ar. Afinal, houve um tempo, em um passado nao muito distante, em que fumar era sinônimo de sucesso, representava um raro prazer e era considerada uma decisao inteligente. Havia até um paraíso específico para os fumantes, uma espécie de shangrilá do tabaco, chamada Terra de Marlboro. A partir do banimento da propaganda de cigarro, estes ícones ficaram restritos a memória dos mais velhos e parecem condenados ao esquecimento.
 
A mudança de atitude de muitos consumidores levou a indústria do entretenimento a também rever seus conceitos e restringir o consumo de cigarros em séries de TV e filmes de cinema. O que por sua vez agravou o problema e deixou o tabaco mais fora da moda ainda. O resultado é que o jogo virou – se antes eram os nao fumantes que precisavam escapar da fumaça onipresente, agora sao os fumantes que precisam encontrar lugares para exercer o vício. Relembrar esses fatos me parece importante, agora que algo semelhante pode ocorrer com a propaganda de bebidas alcoólicas. É claro que uma pessoa alcoolizada nao joga fumaça sobre outras. Mas pode jogar coisas bem piores.
 
Fonte: BlueBus

Fumaça Arisca

Pra quem não fuma, nada pior do que estar em um abiente fechado junto a um (ou pior, mais que um) fumante. A boa notícia é que o governo pretende enviar ao Congresso um pacote de medidas para diminuir a incidência de doenças decorrentes do hábito de fumar, e dentre as ações previstas, estão a proibição de fumódromos em locais fechados e o aumento do preço do cigarro. O obejtivo é dificultar a aquisição de maços pela população.
 
Agora alguns dados interessantes para quem curte números.
  • No Brasil são 309 mil hectares dedicados ao cultivo de tabaco – o equivalente a 0,45% de toda área disponível para a agricultura. asdasdas dasd asd asd as das da das dasd a
  • No total, mais de 15 bilhões de cigarros são fumados por dia em todo o mundo.
  • De acordo com informações da OMS, um maço custa, no Brasil, o equivalente a US$ 0,80 – o sexto cigarro mais barato do mundo. Na Dinamarca, o mesmo maço não sai por menos de US$ 4,00.
  • No total, mais de 15 bilhões de cigarros são fumados por dia em todo o mundo.
  • O gasto com cigarros é proporcionalmente maior nas classes mais pobres do que naquelas de maior renda – respectivamente, 1,14% e 0,23% do orçamento de cada uma é dispendido com o produto.
  • No Brasil gasta-se, na média, mais com fumo (R$ 10,20 por mês) do que com jornais, livros e revistas (R$ 5,81), segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Olha só o que diz a reportagem do Terra:
 
"Países como Itália, Irlanda, Portugal, Alemanha e Grã-Bretanha já proibiram o fumo em lugares públicos como bares, restaurantes e casas noturnas. Medidas semelhantes foram tomadas por cidades como Nova York e Washington D.C., nos Estados Unidos. Em Tóquio, no Japão, mais de 90% dos táxis vetaram o fumo a seus passageiros. Já na Espanha, a proibição se estende para o litoral: não é permitido fumar nas praias do país. No início de 2008, uma lei que proibe fumar em locais fechados – semelhante ao pacote proposto pelo governo brasileiro – foi aprovada na Turquia, onde cerca de 60% dos homens e 20% das mulheres são fumantes. E nem mesmo os franceses, cuja cultura da fumaça foi glamourizada em centenas de filmes do século passado, escaparam: desde o começo deste ano, a França impôs multas pesadas a quem der um trago em locais públicos."

E no que diz respeito à luta dos fumantes arrependidos em parar de fumar, o BlueBus destacou um produto que promete a fumaça feita pelo cigarro, mas sem poluir e sem alcatrão. O cigarro, ou a versão charuto, é , na verdade, uma cápsula metálica na qual é inserido o cartucho de nicotina. A ideia é que o fumante que quer parar passe por etapas em que vai trocando os cartuchos para versões com menos nicotina até chegar a um que não tem a substância. Custa o equivalente a U$ 76.

Quanto a mim, vou continuar esperando a lei vingar. Enquanto isso, exerço meu direito de ir e vir, evitando lugares fechados públicos que permitam os fumantes saciarem seus vícios.