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WAPARIZI

“Eu preciso malhar. Eu vivo dizendo isto toda a hora. Eu vivo dizendo que eu preciso começar a malhar. Faz aproximadamente dois meses desde que eu malhei. E eu simplesmente não tenho tempo. Que… é estranho. Porque eu tenho tempo para sair para jantar. E… e assistir tevê. E fazer um teste de densidade dos ossos. E… tentar descobrir que palavras soletradas meu número de telefone forma.Ellen DeGeneres

Eu me sinto assim muitas vezes ao dia. Seja com relação às minhas atividades profissionais, ou aos amigos mais distantes que não visito há tempos, seja com relação aos meus projetos pessoais, ou com relação ao Sótão, minha família, ler a Bíblia, e até mesmo com meu Deus.

Procrastinação, existe cura para esta doença? Ou isto é apenas fruto de uma sociedade hiperativa? Será que Deus previu isso quando inspirou seus profetas? Será que acho solução pra este mal na Bíblia?

A propósito, WAPARIZI!! É esta a palavra que o número do meu telefone forma…

Primeiro post de 2007

Tem tampo tempo que não posto nada por aqui. Não que eu não tenha muitas novidades, pelo contrário, mas a questão é que tem me faltado um pouco de tempo e, talvez bem mais que o tempo, tem me faltado inspiração.

Mas pra abrir 2007, mesmo que quase em fevereiro, quero começar dizendo que, após 4 anos de viagens diárias a São Bernardo do Campo, me formei em Publicidade e Propaganda pela Metodista.

Confesso que não acreditava que o diploma me abriria tantas portas, mas é o que tem acontecido. Sou muito grato a Deus por isso.

Aguardem novidades.

Evangelização no Mercado Pós-Moderno

É muito bom encontrar pessoas que registram pensamentos e idéias semelhantes as suas, e o melhor, de uma forma que eu não creio que eu conseguiria.

Do que eu estou falando? Dê uma lida na frase a seguir e descubra um breve resumo do que tem se passado em minha cabeça nos últimos anos.

Se não fizermos o download da proposta de Paulo registrada em Atos 17, estaremos reproduzindo um cristianismo acrítico, desengajado, norteado por superstições e preconceitos, sem nenhuma relevância no debate das idéias, sem propostas à altura das necessidades do nosso tempo. Desse modo, nosso senso de autêntica vida comunitária é substituído por um imenso e lucrativo “público-alvo”, e nossas mais caras convicções são privatizadas e transformadas em mercadorias. À medida que brincamos de reproduzir trejeitos e consumir modismos criados pela mídia gospel, estamos apenas simulando a religião bíblica, num trágico arremedo.

O texto é de Robson Ramos, e está no seu sitio pessoal sendo utilizado na divulgação do livro Evangelização no Mercado Pós-Moderno.

E tem mais! Navegando pelo sitio encontrei o seguinte texto extraído de seu livro.

Diálogo e reflexão devem ser estimulados no contato com esta geração. Estimular a descoberta por si mesmo, com a ajuda de outros na comunidade. No estilo “socrático” de Evangelismo, o facilitador da discussão apresenta perguntas e chama os participantes para explicar o que pensam sobre o assunto. O líder ou facilitador continua fazendo perguntas para que o grupo se aprofunde ainda mais no texto bíblico sendo discutido. Ao facilitador cabe fazer as perguntas certas no sentido de levar o grupo a ir descobrindo o significado das Escrituras.

Incrível! Fico maravilhado em saber que Deus não desistiu de sua Igreja (ainda que muitos líderes eclesiásticos estejam se afastando dela), e este livro me parece ser um exemplo disso. Pretendo adquirir e ler este livro o mais breve possível.

Na contramão da contramão

Folheando o livro Igreja S/A de Glenn Wagner, mais precisamente o capítulo 7, que trata a respeito da liderança da igreja nos dias de hoje, o autor questiona se a mesma precisa de líderes ou de pastores. Em seguida, Glenn Wagner disserta a respeito do tema abordando a diferença entre um pastor e um líder.

Porém o que mais me chamou a atenção foram duas citações retiradas do livro The second coming of the church [A segunda vinda da igreja] de George Barna. A primeira é seguinte afirmação (grifo meu).

“Por várias décadas, a igreja tem dependido de grandes somas de dinheiro, melhores técnicas, maiores números e instalações, e credenciais comoventes como meio para influenciar a sociedade como um todo. Esses elementos falharam; em nossos esforços para de servir a Deus, acabamos excluindo o próprio Deus.”

E encerrando o mesmo livro, Barna escreve (grifo meu):

Não é responsabilidade de outra pessoa melhorar as coisas. Um dia Deus vai pedir a você para prestar contas de seu tempo na terra. Que tipo de relatório a respeito de seu compromisso para um serviço prático, santo e transformador de vida você será capaz de lhe apresentar?”

Enquanto o mundo grita de sede por algo que seja “real”, haja vista a febre de reality shows que tem se espalhado mundo afora, maquiamos nossa autenticidade, nossos erros e nossa fragilidade escondendo-os com técnicas de liderança extraídas do mundo corporativo menosprezando a percepção das pessoas que queremos influenciar.

Alguma coisa me diz que este não é o caminho.

Crescer começa comigo

Continua ardendo dentro de mim o mesmo desejo de anunciar a Cristo livre de qualquer paradigma infundado da igreja moderna. Não por modismo, indignação, rebelião ou por “ser diferente”, mas unicamente para que as pessoas conheçam a Cristo de forma sincera, ou seja, sem cera, autêntica, e sem máscaras culturais (“evangélicas” ou “mundanas”).

Para os que ainda não sabem, faço parte de uma comunidade cristã chamada Sótão. Sim, o nome é Sótão mesmo, e numa outra oportunidade eu conto o “porquê” do nome. Mas não é sobre isso que quero escrever aqui hoje. O fato é que pela característica do nosso grupo, e da forma como escolhemos congregar, já não tem sido mais interessante continuarmos a nos reunir na casa do Vidal (meu pastor). Mas isso não significa que não vamos mais nos reunir, pelo contrário, estamos partindo para um compromisso ainda maior, e tudo indica que o futuro nos reserva uma ampla sobreloja no centro de São Caetano do Sul (SP).

Com esse passo, novos desafios se colocam à nossa frente. Com certeza isso vai requerer de nós (ou seria de mim?) um comprometimento maior em viver de uma forma mais missional, mais intensa, mais holística, mais relevante para Deus e para o seu Reino, ou seja, viver mais a vida de Cristo.

“Em toda obra de gênio reconhecemos nossos próprios pensamentos rejeitados” – Ralph Waldo Emerson

Tenho percebido que se eu continuar rejeitando o confronto produtivo, e de tabela o meu crescimento, as pessoas que eu busco influenciar não serão mais que uma massa sendo catequizada por mim da mesma forma que meus irmãos romanos catequizaram os índios quando estiveram por aqui a algumas centenas de anos atrás. E o fruto disso é colhido (ou não) até hoje. Não vejo Cristo fazendo o mesmo com seus discípulos, mas ao contrário, Ele se colocava constantemente em situações de confronto com a própria religião, evitando que o relacionassem com aquela superficialidade e incentivando a autenticidade e a intimidade entre seus discípulos.

Talvez o sucesso desse Sótão esteja na própria busca por acertar, abrindo mão de conceitos pré-estabelecidos que talvez funcionem no hall de entrada do cristianismo, onde as pessoas, vestidas de seus casacos, ficam em pé com seus charutos, umas curiosas para conhecer a casa, outras já de saída. Porém, conceitos que não funcionam nos aposentos mais intimistas como o Sótão, onde a conversa é sempre profunda, e muito mais gostosa.