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O que um novato deveria aprender segundo Dallas Willard

Encontrei o texto abaixo em inglês no dLIVEr blog e traduzi (ou tentei) para o português. Me chamou a atenção a ênfase que o Willard dá para a questão do estar sozinho. Ultimamente tenho ouvido em vários lugares apelos para que eu desenvolva uma disciplina de silêncio, descanso, estudo e oração em momentos onde estou sozinho. O texto abaixo só reforça a importância disso.
 

Jim Pace: Se você está começando…Nós trabalhamos com um monte de pessoas que são novas em seus relacionamentos com Cristo. E como você… Quais são as coisas que você aprende no decorrer dos anos que são mais úteis em os ajudar a, quer dizer, não só evitar algumas das coisas que talvez nós tenhamos caído, mas o que você acha que são as coisas mais importantes para ajudar novos crentes a ver?
Dallas Willard: Bom, eu realmente acho que as coisas mais importantes repousam na área da solidão e estudo, e ensinando-os a passar algum tempo sozinho, por períodos de tempo e, em seguida, intercalá-los com períodos de estudo.

Eu penso que, tanto como a solidão é a mais importante das disciplinas fundamentais, o estudo é o próximo da lista. E assim você deve guiar os seus estudos. Precisa ajudá-los a saber o que ler, e a…

Então, coisas como ficar na comunidade, conversando com outros cristãos, e falar de coisas que são realmente importantes para eles. E, em seguida, orando sobre essas coisas com outros cristãos. Eu acho que estes são os fundamentos para o novato. E, em seguida, à medida que avançam, dependendo do que Deus parece estar os vocacionando, você pode dar alguns tipos diferentes de aconselhamento. Mas para o iniciante, eu realmente acho que isto é crucial.

Assim, eu os ensinaria a ir a um quarto silencioso e sentar-se e parar por algum tempo. Os habituar à ideia de que nem sempre eles precisam estar fazendo algo.

Eu poderia ensiná-los como experimentar a beleza. A beleza é uma importante disciplina espiritual. É um grande dom de Deus, a beleza. E então eles precisam integrar isto - que poderia ser  nas canções. As canções poderão ajudar alguns deles; infelizmente, não são muito bonitas, mas há algumas bonitas.

Mas aprender a ficar sozinho, e aprender a estudar. Em seguida, a partilhar e, em seguida, a orar com outras pessoas sobre isso, eu penso que é … Esse é o caminho que eu sugiro.

Agora, é claro, eles devem tentar encontrar uma comunidade para estar inseridos, e fazer as coisas padrão também. As coisas que estamos falando aqui. Dar, testemunhar, e assim por diante. Estas são importantes ações também. Assim, eu penso que se você tiver uma pessoa e a iniciar e mantê-la em comunidade, então isso vai dar certo. Portanto, é preciso ensiná-los sobre discipulado e tudo isso, e é necessário levantar a questão que eles estão aprendendo a abençoar aqueles que os amaldiçoam e assim por diante. Correto. Mas isso vem à medida que avançam.

 

Meninas Safadas


O último lugar em que você esperaria ver um pornô seria na sala de estar de um pastor.

Mas entre o retrato quebrado de Natal da minha família e uma impressora matricial ficava a tela de um computador. Mal eu podia saber que o lugar onde eu digitei relatórios de livros ou mandei mensagens instantâneas aos amigos também se tornaria a porta para uma quantidade interminável do fruto proibido – e uma quantidade sem fim de culpa.

Crescendo como a filha de um pregador Batista, eu era o retrato de 16 anos de idade da ingenuidade. Minha família havia recém se mudado de uma pequena e isolada cidade no oeste do Texas para Dallas, e em questão de dias em minha nova residência, fui bombardeada pela prevalente cultura sexual de uma grande cidade.

Clubes de strip e cartazes acompanham as rodovias. Havia um sex-shop gigante a poucos quilômetros de nossa casa. Hormônios adolescentes inflamados e à tentação de me deixar levar pela minha curiosidade revelou – se uma combinação perigosa.

Meus pais e meu irmão adormeceram rapidamente enquanto eu conectei à Internet uma noite. Eu busquei a palavra “sexo” e em segundos tive acesso a um mar de loiras prateadas bem dotadas fazendo coisas com rapazes (e mulheres) que eu nunca havia visto antes.

Por morar em casa e o único computador estar na sala, não havia muitas oportunidades para fazer minha “pesquisa de educação sexual”, mas sempre que eu estava sozinha, eu rapidamente satisfazia meu interesse.

Eu me formei cedo no ensino médio e logo me mudei para fora de casa quando tinha apenas 17 anos de idade. Eu tinha o meu próprio espaço com o meu próprio computador, e todo o tempo livre no mundo. Eu ia trabalhar (em uma livraria cristã do bairro), voltava para casa, e olhava pornografia quase todas as noites.

Eu frequentava chats eróticos, assistia a filmes e navegava através de centenas e centenas de fotos. Logo meu problema com a pornografia começou a afetar meu desempenho no trabalho e meus relacionamentos.

É claro que nunca mencionei minha luta para ninguém. Pornografia era algo típico, até esperado, de rapazes, mas uma menina? Uma menina que gosta de pornografia? Eu questionava frequentemente minha orientação sexual.

Por que eu gostaria de olhar mulheres nuas? Eu era homossexual? Bissexual? Pervertida? Eu odiava muito o que estava fazendo. Eu sabia que era errado, mas não conseguia parar.

O ciclo continuou durante anos. Me sentindo culpada e jurando nunca fazê-lo novamente, e sucumbindo alguns dias mais tarde. Eu orava a Deus para levar embora os meus desejos. Foi quando eu percebi que era mais do que apenas olhar para as fotos.

Não podia deixar de pensar nisso, e eu tinha mais do que suficiente em imagens gravadas na minha memória para jogá-las novamente no pensamento, mesmo que eu conseguisse ficar fora do computador por um tempo.

Então, por que as mulheres lutam com isso? Embora estereotipicamente não somos tão visualmente estimuladas quanto os nossos colegas masculinos, não somos cegas. Há algo sobre o corpo de uma mulher que é bonito e misterioso, até mesmo proibido, e que brinca com a nossa psique e nos tenta.

Pelo menos para mim, ver estas mulheres perfeitas alimentava uma enorme necessidade emocional. Eu era capaz de me colocar no papel do que eu estava vendo, e, ao fazer isso, me fazia sentir bonita e aceita.

Eu me transformava num corpo perfeito, sexy, e eu era desejada e querida. Eu era capaz de escapar da minha aparência física imperfeita e ser transformada, em minha mente, nesta mulher perfeita.

Minhas atividades online também estragaram minha vida diúrna. Eu fui noiva por cerca de um ano e enganava meu noivo. Depois disso, eu “namorei” vários caras novos por mês, me envolvendo fisicamente com eles de alguma forma.

De acordo com tudo que eu tinha visto, ser aceita e amada significava um relacionamento sexual, e que menina não precisa ser aceita e amada? Fiz meu corpo e meu coração em pedaços durante esses anos.

Quando eu estava com 21, me envolvi em um grave acidente de carro que me levou a reavaliar a forma como eu estava vivendo minha vida. Naquela altura, eu estava fingindo que não havia Deus, exceto quando eu precisava do Seu perdão, e só então eu voltava correndo para Deus. Após o acidente, finalmente algo estalou, e eu percebi que amor não é igual a sexo.

Foi nesse momento que eu decidi dar meia volta – mudar o meu pensamento – e então minhas ações eventualmente (e com esperança) mudar também. Tive de dizer adeus aos meus hábitos online, e aos offline também.

Faz 10 anos desde o meu primeiro encontro com a pornografia online, e eu gostaria de admitir que eu fiz um caminho perfeito até a pureza. Gostaria de poder dizer que eu sempre me mantenho em pensamentos corretos ou desligo o computador quando a tentação começa a ser demais, mas a verdade não é esta.

Eu ainda sou uma menina que luta. Eu ainda sou uma menina que vive um dia de cada vez, dependendo de um Deus cuja concepção de sexo e amor é muito além do que eu poderia sequer imaginar. Assim, a cada dia e todos os dias, eu oro a Deus para primeiro dirigir e depois redirecionar meu pensamento como for necessário.

E eu sou grata pois Ele é fiel para me encontrar em algum lugar entre o mouse e a tela do computador.

Texto retirado e traduzido do sitio Relevant Magazine e traduzido por mim. O original está aqui sob o nome de Dirty GIrls: The new porn addicts.

Postei este artigo por dois motivos.

O primeiro é pra que nós estivéssemos atentos, e com a mente aberta, para alguns exemplos de particularidades da nossa geração, onde meninas, e não meninos como de costume, se viciam e são “educadas” sexualmente pela pornografia, e não mais comprando revistas como antigamente, mas agora através da Internet, tirando proveito de toda a liberdade que nossos pais nos dão ao pensar que estamos seguros quando estamos em nossas casas.

O segundo é para ajudar a divulgar o sitio http://www.sexxxchurch.com/ que está sendo lançado pelo meu amigo Jota, e que tem como intenção nos alertar para a sexualidade num contexto cristão. Sim! Os cristãos possuem sexualidade, e não! Não é pecado falar sobre ela.

Deus é cruel!

Diálogo fictício entre dois amigos. Baseado em fatos reais.

- Você não vai acreditar!
- O quê aconteceu?
- Lembra daquela entrevista que eu fiz naquela super empresa já tem mais de um mês?
- Aquela que eles te adoraram, mas não retornaram mais?
- Pois é esta mesmo! Acabaram de me ligar!
- Sério? E ai?
- E aí que eles querem que eu comece mês que vem.
- Mas você já não está super bem empregado?
- Eu não só estou super bem empregado como, além desta empresa, ainda tem uma outra me procurando pra marcar entrevista.
- Poxa vida!
- Acredite se quiser! O interessante é que orei ontem mesmo pela minha vida financeira, e as propostas são muito boas.
- Rápido, né?
- Incrível! E tem mais! Há dois dias eu presenteei meu irmão com um aparelho eletrônico super caro e cheio de recursos que eu estava querendo vender, mas aí pensei: “me deixa agradar meu irmão vai”.
- E você acha que isso tem a ver com essa oportunidade ter dado certo depois de tanto tempo?
- Nunca vou saber. Talvez seja pelas 24 horas de jejum que eu fiz há quatro dias
atrás.
- Mas você acredita nesse lance de jejum e consagração?
- Não sei direito, mas tem como crer nisso com a minha mente? Talvez eu deva apenas aceitar com o coração.
- É verdade…
- De qualquer forma, só tenho a agradecer a Deus por ele ter me colocado nesta “fria” de ter que decidir entre três super oportunidades de trabalho. É como diz aquele adesivo de carro lá…
- Que adesivo?
- Deus é cruel!