Mais Livros Sobre Igreja Emergente
Complementando o assunto levantado em meu último post. No Renovatio Café é possível encontrar algumas boas recomendações de leituras, algumas delas em português, relevantes para quem tem interesse em assuntos relacionados a igreja cristã no mundo pós-moderno, o movimento emergente e a plantação de igrejas culturalmente relevantes.
As recomendações são do Luis Fernando e do Sandro Baggio. E vale a pena dar uma olhada no que eles tem a dizer em seus blogs.
Os Top 5 livros de Andrew Jones
Andrew Jones, autor do blog Tall Skinny Kiwi, em resposta a um reporter estadunidense, postou sua lista dos 5 melhores livros lançados em seu país sobre o igreja emergente. Ele preparou um texto repleto de referências à igreja emergente nos EUA, como blogs, artigos, centros teológicos e pessoas-chave, segundo a sua ótica.
Apesar do contexto americano, muitas das referências propostas por Andrew Jones são bastante interculturais. Acredito que seja um material útil para nós, brasileiros, termos como referência para nossas pesquisas e práticas emergentes. Minha intenção é reproduzir todo o texto aos poucos aqui no blog.
Abaixo vocês acompanham as indicações e comentários resumidos do Andrew Jones. A tradução é minha (me perdoem por isso).
Top-5:
- Emerging Churches: Creating Christian Community in Postmodern Cultures por Ryan Bolger e Eddie Gibbs. Grandes líderes entrevistados, conclusões bem informadas, alguns poucos pontos de desentendimento (doutrina É REALMENTE importante para nós) mas ele é, de longe, o melhor livro.
- The New Conspirators, Creating the Future One Mustard Seed at a Time, por Tom Sine. Ótimo livro de um líder conhecido que provavelmente tem mais perspectiva do movimento que qualquer pessoa. O livro de Tom é cheio de exemplos e irá ampliar e aprofundar o seu entendimento da IE.
- The Emerging Church, de Dan Kimball. Amplamente recebido e apreciado.
- The Church on the Other Side, de Brian McLaren, foi, para muitos de nós, o primeiro livro que disse aquilo que nós queriamos dizer, ou pelo menos o que estávamos pensando. Brian pode ser uma figura controversa no meio eclesiástico e eu não conheço ninguém que está de acordo com tudo o que ele diz, mas ele tem constantemente verbalizado questões emergentes da Igreja pela última década, com espantosa clareza. Brian tem também um livro mais recente, chamado Everything Must Change: Jesus, Global Crisis, and a Revolution of Hope, que trata da ação social e do pensamento por trás dela.
Brian McLaren pode ser considerado o mais visível porta-voz para o movimento nos EUA. Mesmo Larry King estando mal informado quando chamou Brian de “O líder do movimento cristão emergente”, Brian é sem dúvida um importante líder deste movimento, depois de ter sido uma parte do Young Leaders Network nos anos 90 comigo e com mais uma dezena de pessoas, e provavelmente já publicou mais livros do que qualquer um de nós. Embora eu não tenha publicado nenhum de modo que isso não diz muito.Na corrida pelo 5º lugar:
- The New Christians: Dispatches from the Emergent Frontier, de Tony Jones lista debates filosóficos e teológicos que têm caracterizado a maior parte deste movimento intelectual nos EUA e vale a pena ler.
- Revolution, por George Barna, o mais informado resumo da igreja emergente com uma menção ao movimento da Igreja Caseira e comunidades on-line de fé que muitas vezes ficam de fora desses livros. A contagem de Barna das igrejas emergentes é muito elevada neste livro e alguns questionam isso, mas ele desenha a linha mais ampla do que outros. Eu concordo com ele e conferi os números de sua Igreja Caseira com especialistas nos EUA e eles também concordam.
- The Irresistible Revolution, de Shane Claibourne. Expressa o coração do ministério incarnacional entre os pobres e marginalizados, que é onde muitos ministérios emergente-missionais têm a sua origem.
- The Great Emergence, de Phyllis Tickle: Melhor cenário histórico para a igreja emergente, mas ainda não foi lançado. Livro fantastico.
- The Tangible Kingdom: Creating Incarnational Community: Melhor descrição de uma missional, néo-monastica, organica igreja emergente.
Também: Rising From the Ashes: Rethinking Church, por Becky Garrison. Uma coleção de pensamentos dos principais profissionais do tema no mundo.
Vale mencionar: Já tem quase 40 anos, mas “The Emerging Church” de Bruce Larson e Ralph Osborne (1970) é incrivelmente preditivo e profético sobre este movimento no que é realmente mais velho do que todo mundo diz. Infelizmente, o seu prazo de validade o desqualifica de ser uma autoridade sobre este movimento atual.
O livro usado na maior parte dos seminários dos EUA para treinar estudantes em ministérios da igreja emergente, do que eu já li, é na realidade de um australiano e um sul-africano que agora vivem nos EUA chamados Alan Hirsch e Aussie Mike Frost. O livro “The Shaping of Things to Come” é um dos melhores livros do mundo sobre o assunto e eles são alguns dos mais estratégicos pensadores no movimento da igreja emergente-missional.
De todos esses livros, salvo meu engano, o único que possui tradução em português é o Revolution, do George Barna. Lançado por aqui com o nome de Revolução pela Abba Press. Se alguém souber de outro, por favor, me avise, pois este eu já tenho.
Levitas na Forca
– Agora só falta escolher o nome para a banda.
– Isso é fácil. Meu irmão tem o dom de achar nomes legais na Bíblia.
Para muita gente do rebanho, a Palavra de Deus funciona como uma espécie de coleção de livros com múltiplas utilidades. O pastor vê o povo abatido e decide pregar sobre o valor da fé. Basta uma Chave Bíblica em mãos para literalmente abrir os textos que serão “encaixados” em sua mensagem dominical.
No ministério de música, o expediente é usada com pobreza similar. A escassez de referências neotestamentárias sobre música praticamente empurrou alguns para o Antigo Testamento. Com o mesmo tipo de método preguiçoso que caracteriza a preparação de mensagens de alguns pregadores, bastou pinçar um versículo ali e outros acolá para “restaurar” o ministério levítico.
A estratégia tem-se revelado bem-sucedida, afinal boa parte dos músicos não conhece o que toca, não analisa o que canta e não reflete sobre o que diz crer. A categoria tem uma garganta hipertrofiada que lhes permite deglutir heresias de calibre variados. Brigam com a liderança por causa de sapos minúsculos, mas abrem a boca (e a guarda) para engolir teorias pra lá de questionáveis.
A maioria dos pretensos levitas desconhece princípios elementares das Escrituras. Afinal, é bem mais fácil usar expedientes cômodos como empunhar um shofar ou batizar a banda com a palavra “arca”. Da aliança, não a de Noé, ressalte-se. Desconheço levitas que em suas igrejas exerçam função de juízes (Dt 17.8,9) ou sejam responsáveis por zelar pela saúde dos quem têm lepra (Dt 24.8), por exemplo.
Com uma espécie de toque de Midas ao contrário, para a tribo de incautos a Bíblia deixou de ser fonte de inspiração ilimitada para tornar-se mera camisa-de-força. Em “ministrações” lamurientas, há quem confesse querer “ir além do véu”. Na verdade, o tecido que lhes venda os olhos parece ser ainda mais espesso que aquele rasgado de cima a baixo no momento da morte do Senhor. O triste é que não temos Saramagos ou Meirelles para transformar esse tipo de cegueira em arte…
Ululante lembrar que o arcabouço frágil reflete-se na produção musical fugaz e medíocre. Em certas plagas, começam a aparecer soluções um tanto inusitadas para contornar o problema da falta de inspiração (e transpiração). No ano passado, uma Igreja Metodista de Chicago usou U2 durante a celebração da Ceia, repetindo o que havia acontecido em várias igrejas, incluindo a emblemática Hillsong Church, na Austrália.
No início de maio, o set list na igreja NewSpring Church incluía I surrender all (Tudo entregarei) e The best of you, do Foo Fighters. Aqui no Brasil, na semana seguinte as crianças da Ibab se prepararam para homenagear as mamães ao som de uma curta e elegante versão instrumental de Eu sei que vou te amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes).
Oro com fervor para que os levitas brasileiros jamais abracem esse tipo de estratégia. A julgar pelo mau gosto recorrente, certamente introduziriam nos cultos as obras poéticas de Sandy & Júnior e Amado Batista. Tarimbados em criar extravagâncias supostamente bíblicas, certamente evocariam o nome um tanto “eclesial” do cantor brega goiano. Gol contra para os presbiterianos que não têm seu “amado”. =]
Na década de 80, Steven Patrick Morrissey cantava sobre o pânico instalado nas ruas de Londres e de Birminghan. No final de Panic, canção do álbum Rank, a sentença contra os DJs era explicitada:
Because the music that they constantly play
It says nothing to me about my life
Hang the blessed D.J.Porque as músicas que eles sempre tocam
Não me dizem nada sobre a minha vida
Enforquem o abençoado DJ
Tomo emprestado os versos dos Smiths para inspirar minha oração pelos levitas, rogando que Deus lhes abra os olhos do coração e as janelas da alma. No patíbulo, uma união simples já resolve tudo. Basta trocar “a corda” por “acorda”. Acooordem, levitas! Nossos ouvidos lhes serão eterna e ternamente gratos.
Texto de Sérgio Pavarini via Cristianismo Criativo.
Revel@dos pela WEB
Ela só precisou de um violão para ficar famosa. Depois de colocar sua primeira música no site MySpace, composta por ela e gravada na sua própria casa em dezembro do ano passado, Mallu Magalhães se tornou uma referência no cenário nacional de rock alternativo. Em apenas três meses, a garota de 15 anos e quatro canções já estava na agenda de festivais de música independente de São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Desde então, não pára de receber ligações de gravadoras que batalham contratos de exclusividade. Na última semana de abril, a jovem consolidou seu sucesso repentino. Mallu foi uma das atrações da Virada Cultural, festival gratuito anual na capital paulista, que reuniu 3,5 milhões de pessoas neste ano. “É maravilhoso poder cantar para uma multidão a céu aberto”, diz a menina, de voz doce e atitude madura, que desde os cinco anos ouve Beatles e Led Zeppelin, tocados no violão ou assobiados pelo seu pai, um engenheiro apaixonado por música. “Meus pais me apóiam muito e entendem que às vezes preciso faltar às aulas para ensaiar”, diz Mallu, que passa cerca de seis horas por dia nas lojas à procura de CDs raros e, no resto do tempo livre, pesquisa na internet sobre artistas de canções folk.
Histórias semelhantes à de Mallu pipocam pelo Brasil. Nem em seus mais distantes sonhos a paulista Laura Neiva, 14 anos, que nunca fez aulas de teatro, imaginava receber um papel importante no filme À deriva, de Heitor Dhalia, diretor do longa O cheiro do ralo. Através de uma despretensiosa página no Orkut, a menina foi localizada pela equipe de produção do filme em setembro do ano passado e convidada para testes. “Achei uma loucura. Como alguém podia achar que eu aceitaria um convite feito pela internet?”, conta a garota. Numa coincidência do destino, uma das suas amigas conhecia um professor de teatro que reconheceu a pessoa que deixou o recado no Orkut. Três meses depois, Laura aceitou o convite. Após três dias de oficina de teatro, ela esbanjou talento e ganhou o papel de filha da atriz Débora Bloch com o ator francês Vincent Cassel. “Ela superou as nossas expectativas. Procurávamos apenas uma menina bonita, desconhecida do público. Achamos mais do que isso. Uma futura grande atriz”, garante Chico Acioly, preparador de elenco do filme.
A indústria cultural precisa se reciclar e apresentar “caras novas” ao mercado todos os anos, o que fomenta uma rede de “olheiros” (caçadores de talentos), ávidos por novas possibilidades de investimento. São profissionais que navegam diariamente por sites, blogs, fotologs e comunidades em busca de artistas desconhecidos. “A gente está sempre de olho no que rola pela internet, e usa como critério o que é bem feito e o que pode render um retorno do público”, afirma Luiz Pimentel, gerente de conteúdo do MySpace Brasil. A internet, vista no passado como uma ameaça às gravadoras, se tornou parceira das empresas. “A rede virtual facilita a divulgação de produtos e o encontro de novos talentos, além de democratizar a comunicação com o público”, opina Marcelo Soares, diretor de novos negócios da Som Livre.
Com a rede, a resposta do mercado é rápida e pode surpreender até mesmo os mais talentosos. Fechar contratos com grandes empresas e fornecer conteúdos para sites de marcas consolidadas não estava nos planos de André Czarnobai, 28 anos, quando ele estudava jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Durante uma greve da faculdade em 1997, ele decidiu se comunicar com os amigos via e-mail através de um tipo de publicação informal de baixo custo, conhecida entre jornalistas como fanzine. Os textos agradaram tanto que, em quatro meses, André e oito colaboradores transformaram o fanzine na revista eletrônica Cardosonline, em homenagem ao apelido que o autor tinha na faculdade. Em 2001, a revista tinha cinco mil assinantes e mais de 300 colaboradores. Em 2002, o jovem inquieto descobriu o mundo dos blogs e, desde então, percebeu que as suas idéias poderiam render bons contratos.
O sucesso dos seus textos humorísticos, que mesclam ficção e realidade em narrativas literárias, levou uma editora gaúcha a propor a compilação dos contos num livro. Em 2005, foi publicada a obra Tavernas e concubinas, que levou Czarnobai a fechar parcerias com agências de publicidade no Brasil, México, na Colômbia e Argentina. Há um mês produziu um documentário para a GNT, presta “consultoria criativa” para o mercado audiovisual e já prepara um novo blog. “Sempre procurei fazer tudo por conta própria em vias alternativas, sem esperar que as coisas aconteçam”, comenta. Com tantos bons exemplos de sucesso e possibilidades no mercado, cabe aos novos artistas usar, e abusar, da internet. É de graça e funciona.
Fonte: Terra/IstoÉ
Livros? Quem Precisa Deles?
"Não tenho muito a falar, só to me aperfeisoando [sic] aqui no orkut e essa é minha primeira comunidade. Porque eu odeio ler livros."
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