Minhas Coisas Favoritas
Navegando pelos sites de fotografia da web, me deparei com este video que gostei muito.
A música realmente lembra a trilha sonora de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, e o filme, embalado pela música, mantém a mesma leveza, cercado de referências a um tema que também sou apaixonado: fotografia.
João Alexandre
Eu sei que faz tempo que aconteceu, mas eu estou devendo essa para os leitores.
Tive o prazer de estar na gravação do 1º DVD ao vivo do João Alexandre, que aconteceu no dia 5 de fevereiro de 2009 e, com certeza, foi uma data histórica nos muitos anos de carreira do João Alexandre.
Foi uma noite especial, onde pude apreciar Deus revelando um pouco do talento criativo que Ele compartilhou com um artista esforçado como o João Alexandre.
Não posso deixar de agradecer ao casal Endo por facilitarem a chegada das fotos do evento até vocês. Aproveito para deixar uma dica. Acessem www.cristianismocriativo.com.br e www.w4editora.com.br, material cristão de excelente qualidade.
Paramore
Esta foto eu tirei da suíte do Credicard Hall no show do Paramore em São Paulo.
Versão Mística de Umbrella
Não pude deixar de compartilhar com vocês esse “oceano mui profundo” de vídeo que nos presenteia com a versão “mística” da música Umbrella da cantora Rihanna.
Fico sem palavras diante dele (o vídeo, claro). Será isso graças ao misticismo contido nele? Assistam! É muito bom. Traz “sentido à nossa vida”.
Levitas na Forca
– Agora só falta escolher o nome para a banda.
– Isso é fácil. Meu irmão tem o dom de achar nomes legais na Bíblia.
Para muita gente do rebanho, a Palavra de Deus funciona como uma espécie de coleção de livros com múltiplas utilidades. O pastor vê o povo abatido e decide pregar sobre o valor da fé. Basta uma Chave Bíblica em mãos para literalmente abrir os textos que serão “encaixados” em sua mensagem dominical.
No ministério de música, o expediente é usada com pobreza similar. A escassez de referências neotestamentárias sobre música praticamente empurrou alguns para o Antigo Testamento. Com o mesmo tipo de método preguiçoso que caracteriza a preparação de mensagens de alguns pregadores, bastou pinçar um versículo ali e outros acolá para “restaurar” o ministério levítico.
A estratégia tem-se revelado bem-sucedida, afinal boa parte dos músicos não conhece o que toca, não analisa o que canta e não reflete sobre o que diz crer. A categoria tem uma garganta hipertrofiada que lhes permite deglutir heresias de calibre variados. Brigam com a liderança por causa de sapos minúsculos, mas abrem a boca (e a guarda) para engolir teorias pra lá de questionáveis.
A maioria dos pretensos levitas desconhece princípios elementares das Escrituras. Afinal, é bem mais fácil usar expedientes cômodos como empunhar um shofar ou batizar a banda com a palavra “arca”. Da aliança, não a de Noé, ressalte-se. Desconheço levitas que em suas igrejas exerçam função de juízes (Dt 17.8,9) ou sejam responsáveis por zelar pela saúde dos quem têm lepra (Dt 24.8), por exemplo.
Com uma espécie de toque de Midas ao contrário, para a tribo de incautos a Bíblia deixou de ser fonte de inspiração ilimitada para tornar-se mera camisa-de-força. Em “ministrações” lamurientas, há quem confesse querer “ir além do véu”. Na verdade, o tecido que lhes venda os olhos parece ser ainda mais espesso que aquele rasgado de cima a baixo no momento da morte do Senhor. O triste é que não temos Saramagos ou Meirelles para transformar esse tipo de cegueira em arte…
Ululante lembrar que o arcabouço frágil reflete-se na produção musical fugaz e medíocre. Em certas plagas, começam a aparecer soluções um tanto inusitadas para contornar o problema da falta de inspiração (e transpiração). No ano passado, uma Igreja Metodista de Chicago usou U2 durante a celebração da Ceia, repetindo o que havia acontecido em várias igrejas, incluindo a emblemática Hillsong Church, na Austrália.
No início de maio, o set list na igreja NewSpring Church incluía I surrender all (Tudo entregarei) e The best of you, do Foo Fighters. Aqui no Brasil, na semana seguinte as crianças da Ibab se prepararam para homenagear as mamães ao som de uma curta e elegante versão instrumental de Eu sei que vou te amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes).
Oro com fervor para que os levitas brasileiros jamais abracem esse tipo de estratégia. A julgar pelo mau gosto recorrente, certamente introduziriam nos cultos as obras poéticas de Sandy & Júnior e Amado Batista. Tarimbados em criar extravagâncias supostamente bíblicas, certamente evocariam o nome um tanto “eclesial” do cantor brega goiano. Gol contra para os presbiterianos que não têm seu “amado”. =]
Na década de 80, Steven Patrick Morrissey cantava sobre o pânico instalado nas ruas de Londres e de Birminghan. No final de Panic, canção do álbum Rank, a sentença contra os DJs era explicitada:
Because the music that they constantly play
It says nothing to me about my life
Hang the blessed D.J.Porque as músicas que eles sempre tocam
Não me dizem nada sobre a minha vida
Enforquem o abençoado DJ
Tomo emprestado os versos dos Smiths para inspirar minha oração pelos levitas, rogando que Deus lhes abra os olhos do coração e as janelas da alma. No patíbulo, uma união simples já resolve tudo. Basta trocar “a corda” por “acorda”. Acooordem, levitas! Nossos ouvidos lhes serão eterna e ternamente gratos.
Texto de Sérgio Pavarini via Cristianismo Criativo.
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