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Outra cidade? Outra Igreja?

Me chamou atenção a capa do jornal Metro que recebi hoje num semáforo em São Paulo. A manchete era: Movimento quer fazer de SP uma outra cidade.

A matéria fala a respeito de uma iniciativa conjunta entre ONGs e empresas para uma rigorosa fiscalização sobre a ação de vereadores e do poder Executivo. O movimento pretende lutar pela melhoria da qualidade de vida da capital paulista. O nome? Nossa São Paulo: Outra Cidade.

A iniciativa não é novidade. Outras grandes cidades no mundo como Nova York e Barcelona já viveram iniciativas semelhantes, porém o maior modelo é a cidade de Bogotá, graças a semelhanças culturais, sociais e à proximidade geográfica.

Definido como movimento apartidário, a partir de uma pesquisa com a população e de indicadores de qualidade de vida na cidade, o movimento quer comprometer a administração de São Paulo com um plano de metas para a cidade. Em Bogotá, por exemplo, chegou-se a criar uma lei que obriga o prefeito a cumprir seu programa de governo.

Na pesquisa realizada com a população paulistana, a cidade destacasse positivamente pela sua agitação, por “nunca dormir” e pela sua diversidade, já negativamente os destaques são a violência, a desigualdade e o trânsito.

O sitio www.nossasaopaulo.org.br tem mais informações sobre o movimento.

Será que chegou a hora da virada? Enxergo esta uma boa oportunidade para que as pessoas se engajem em ações práticas para a melhoria da qualidade de vida de São Paulo, e oro para que as instituições religiosas da cidade apóiem este tipo de ação. Quem sabe isso não inspira o movimento Nossa Igreja: Outra Igreja?

Virada Cultural

Procurei por algum evento cristão/gospel/evangélico/pentecostal que aconteça neste final de semana, durante a Virada Cultural, e não achei nenhum.

Alguém sabe me explicar o porque de nenhuma das bandas, grupos de dança, grupos de teatro e corais mantidas pelas igrejas cristãs de São Paulo estarem participando da Virada Cultural?

Em meio a alguns questionamentos sobre o assunto, separei alguns deles para compartilhar com vocês. Será que esses grupos encontram resistência da sociedade para se expressarem como cristãos? Ou será que esses grupos encontram resistência dos cristãos para se expressarem como sociedade? Será que os cristãos sabem o que é cultura? A Igreja deve se importar com questões culturais?

Alguém arrisca um palpite?

Em tempo…
Existe vida inteligente entre os artistas cristãos?

WAPARIZI

“Eu preciso malhar. Eu vivo dizendo isto toda a hora. Eu vivo dizendo que eu preciso começar a malhar. Faz aproximadamente dois meses desde que eu malhei. E eu simplesmente não tenho tempo. Que… é estranho. Porque eu tenho tempo para sair para jantar. E… e assistir tevê. E fazer um teste de densidade dos ossos. E… tentar descobrir que palavras soletradas meu número de telefone forma.Ellen DeGeneres

Eu me sinto assim muitas vezes ao dia. Seja com relação às minhas atividades profissionais, ou aos amigos mais distantes que não visito há tempos, seja com relação aos meus projetos pessoais, ou com relação ao Sótão, minha família, ler a Bíblia, e até mesmo com meu Deus.

Procrastinação, existe cura para esta doença? Ou isto é apenas fruto de uma sociedade hiperativa? Será que Deus previu isso quando inspirou seus profetas? Será que acho solução pra este mal na Bíblia?

A propósito, WAPARIZI!! É esta a palavra que o número do meu telefone forma…

Na contramão da contramão

Folheando o livro Igreja S/A de Glenn Wagner, mais precisamente o capítulo 7, que trata a respeito da liderança da igreja nos dias de hoje, o autor questiona se a mesma precisa de líderes ou de pastores. Em seguida, Glenn Wagner disserta a respeito do tema abordando a diferença entre um pastor e um líder.

Porém o que mais me chamou a atenção foram duas citações retiradas do livro The second coming of the church [A segunda vinda da igreja] de George Barna. A primeira é seguinte afirmação (grifo meu).

“Por várias décadas, a igreja tem dependido de grandes somas de dinheiro, melhores técnicas, maiores números e instalações, e credenciais comoventes como meio para influenciar a sociedade como um todo. Esses elementos falharam; em nossos esforços para de servir a Deus, acabamos excluindo o próprio Deus.”

E encerrando o mesmo livro, Barna escreve (grifo meu):

Não é responsabilidade de outra pessoa melhorar as coisas. Um dia Deus vai pedir a você para prestar contas de seu tempo na terra. Que tipo de relatório a respeito de seu compromisso para um serviço prático, santo e transformador de vida você será capaz de lhe apresentar?”

Enquanto o mundo grita de sede por algo que seja “real”, haja vista a febre de reality shows que tem se espalhado mundo afora, maquiamos nossa autenticidade, nossos erros e nossa fragilidade escondendo-os com técnicas de liderança extraídas do mundo corporativo menosprezando a percepção das pessoas que queremos influenciar.

Alguma coisa me diz que este não é o caminho.

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